SOBRE MIM
Enquanto fundadora do projeto MERA, dedico-me ao exercício clínico da medicina, com especial enfoque na saúde da mulher, na menopausa e na longevidade. Acredito que a visão médica abrangente é essencial para compreender verdadeiramente cada doente e ajudá-lo na construção da sua saúde. Porém, mais do que exercer ativamente a profissão médica, o meu propósito centra-se em contribuir de forma útil para a literacia em saúde, empoderando as pessoas para que possam cuidar-se e melhorar a sua saúde de forma continuada.
O que é o Projeto MERA?
Vivemos na Era da informação, mas também da desinformação, tornando-se muitas vezes difícil fazer a destrinça das duas. O Projeto MERA procura levar informação útil, sustentada na evidência científica mais atual, sobre temas importantes na área da saúde. Fá-lo através das suas páginas nas redes sociais, que refletem o trabalho diário na MERA Clinics. A MERA Clinics tem o seu espaço físico no coração da cidade de Viana do Castelo e existe on-line, na esfera MERA Clinics Virtual, onde recebe doentes de todo o mundo.
No âmago do Projeto MERA encontramos o MENO Talks, “porque falar da menopausa é empoderar, cuidar e transformar dúvidas em conhecimento e autocuidado”. Aqui são abordados os vários desafios físicos, emocionais e sociais desta fase da vida. As minhas convidadas são mulheres inspiradoras, que generosamente partilham os seus percursos, dúvidas e conquistas. Acredito que é nas suas experiências que tantas outras se reconhecem, se sentem menos sozinhas e encontram.
O terceiro eixo do Projeto MERA, a MERA & Co., nasce com o objetivo de promover maior literacia em saúde no contexto corporativo, com especial foco no impacto da menopausa e das alterações hormonais na vida profissional das mulheres. Apesar de afetar uma parte significativa da população ativa, a menopausa continua a ser um tema amplamente invisível nas empresas, frequentemente associado a sofrimento silencioso, perda de produtividade, absentismo, presenteísmo e até abandono precoce da carreira profissional. A MERA & Co. trabalha lado a lado com empresas e colaboradores na criação de ambientes de trabalho mais informados, saudáveis e sustentáveis, através de ações de sensibilização, formação e estratégias práticas que permitam compreender o impacto real das alterações hormonais no bem-estar, na performance cognitiva, no sono, na saúde mental e na qualidade de vida das mulheres.
O médico do futuro não prescreverá apenas medicamentos, mas instruirá os seus doentes sobre os cuidados com o corpo, sobre a dieta e sobre a causa e prevenção da doença.
Thomas Edison (1847-1931)
Porque decidi criar o Projeto MERA?
O Projeto MERA nasce de uma reflexão profunda sobre a forma como exercemos a medicina atualmente. Ao longo do meu percurso profissional, fui percebendo que a crescente diferenciação das várias áreas médicas, embora essencial ao avanço científico, nem sempre se traduz numa visão da pessoa como um todo. Muitas vezes, o doente acaba por percorrer diferentes especialidades sem que exista uma articulação clara entre elas, sentindo-se perdido no meio de respostas fragmentadas.
Foi também através da minha experiência pessoal que esta realidade ganhou uma dimensão diferente. Aos 42 anos, confrontei-me com o impacto que a saúde tem em todas as dimensões da vida. Essa vivência levou-me a repensar profundamente a minha prática clínica e a forma como queria exercer medicina. Percebi que fazia sentido dedicar-me a uma abordagem médica centrada na prevenção, e na compreensão dos múltiplos fatores que influenciam a saúde, com a construção de estratégias sustentáveis e de longo prazo.
É dessa visão que nasce a MERA: um projeto dedicado à saúde da mulher, à menopausa, à literacia em saúde… e com o objetivo de ajudar as pessoas a compreender melhor o seu corpo, a sua saúde e as mudanças que fazem parte do envelhecimento.
QUAL É A VISÃO DA MERA?
Acredito que a medicina deve ser exercida com base na melhor evidência científica disponível, mas também com tempo, contexto e uma compreensão mais abrangente da pessoa.
Ao longo das últimas décadas, a evolução das inúmeras áreas da saúde trouxe uma diferenciação crescente das várias especialidades médicas, algo absolutamente essencial ao progresso científico. No entanto, essa fragmentação faz com que muitas vezes os sintomas sejam abordados de forma isolada, sem uma integração clara entre os diferentes fatores que impactam a saúde. Na prática clínica, isto traduz-se frequentemente em consultas focadas essencialmente na resolução imediata da queixa, condicionadas pelo tempo limitado e pela pressão assistencial dos sistemas de saúde.
A minha visão e o me trabalho na MERA procura contrariar precisamente essa fragmentação. O objetivo é sempre compreender a pessoa como um todo, integrando as diferentes dimensões da saúde — metabolismo, sono, alimentação, saúde hormonal, saúde mental, estilo de vida e prevenção — para assim construir estratégias terapêuticas mais consistentes, individualizadas e sustentáveis a longo prazo.
Mais do que tratar as queixas do doente de forma isolada, acredito na importância de compreender os mecanismos que contribuem para a perda de bem-estar e para o desenvolvimento da doença, promovendo uma abordagem centrada na pessoa, na prevenção e na melhoria global da saúde e da qualidade de vida.
A minha formação e experiência profissional
Em 2004 concluí a minha primeira licenciatura em Ciências da Nutrição e Alimentação. Dediquei-me durante 7 anos ao exercício da Nutrição Clínica e, em paralelo, ao ensino superior e à formação de futuros nutricionistas, onde descobri a minha paixão por ensinar. Decidi, posteriormente, estudar Medicina por ambicionar poder fazer mais pelos doentes, escolhendo depois a especialidade de Medicina Geral e Familiar por me rever na ligação continuada ao doente e à sua família. Cedo percebi, porém, as dificuldades em concretiza-lo. Quando deixei a Medicina Geral e Familiar foi para abraçar o desafio de integrar a equipa médica do Departamento de Investigação e Desenvolvimento de uma multinacional farmacêutica. Contudo, não o fiz sem antes concluir, por gosto pessoal, a minha primeira pós-graduação, em Medicina Aeroespacial, na Força Aérea Portuguesa.
Durante os 7 anos em que trabalhei na indústria farmacêutica, dediquei-me à Farmacologia e à formação médica, participando no lançamento de inúmeros medicamentos. A oportunidade de gerir a minha própria equipa acabou também por me proporcionar os primeiros passos na área da Gestão. Em 2023 tomei a decisão de sair. Frequentar o Mestrado em Medicina Estética, Regenerativa e Anti-aging, surge precisamente na sequência desta decisão. É no mestrado que percebo que o crescente investimento tecnológico e científico na Medicina Regenerativa e Anti-aging irá marcar profundamente as próximas décadas da Medicina. É também aqui que nasce o meu interesse em aprofundar uma das áreas pelas quais vim a desenvolver uma clara paixão. Tomo a decisão de investir em formação avançada em terapêutica hormonal de substituição e modelação hormonal, precisamente por perceber a importância de contribuir afincadamente para melhorar a atual abordagem à saúde da mulher.
Hoje, enquanto fundadora do projeto MERA, dedico-me ao exercício clínico da medicina, com especial enfoque na saúde da mulher, na menopausa e na longevidade, por acreditar que uma abordagem integrada e abrangente da saúde é essencial para compreender verdadeiramente cada pessoa.
Porém, mais do que exercer ativamente a profissão médica, o meu propósito centra-se em contribuir de forma útil para a literacia em saúde, ajudando as pessoas a compreender melhor o seu corpo, as suas alterações hormonais e os múltiplos fatores que influenciam a saúde e a qualidade de vida ao longo do tempo.
O que representa o Projeto MERA
Numa só palavra, representa transformação. Fundei o Projeto MERA tendo por base o conhecimento que fui adquirindo ao longo destes últimos 20 anos. Vive do meu sonho de fazer diferente e, sim, da minha natureza disruptiva. O que mais desejo é conseguir impactar positivamente a vida das pessoas, empoderando-as para cuidar melhor da sua saúde, em suma, para que possam transformar a sua saúde.
Acredito profundamente que partilhar conhecimento é partilhar poder, o poder de tomar melhores e mais informadas decisões, cientes que temos sempre a última palavra sobre a nossa saúde.



